Os Mortos de Sobrecasaca

"Havia a um canto da sala um álbum de fotografias intoleráveis, alto de muitos metros e velho de infinitos minutos, em que todos se debruçavam na alegria de zombar dos mortos de sobrecasaca. Um verme principiou a roer as sobrecasacas indiferentes e roeu as páginas, as dedicatórias e mesmo a poeira dos retratos. Só não roeu o imortal soluço de vida que rebentava, que rebentava daquelas páginas."

Carlos Drummond de Andrade, Os Mortos de Sobrecasaca (Sentimento do mundo, 1940)

quarta-feira, 1 de junho de 2016

As Camélias dos Escravos - "Tinir de ferros... Estalar de açoite..."

Uma senhora em sua liteira, com os seus dois escravos, Bahia, Brasil, 1860.
Fotógrafo desconhecido, Acervo Instituto Moreira Salles.
O que é que tão delicada flor tem a ver com tão terrível condição? O que é tão terrível condição tem a ver com as portuguesas Terras de Basto? O que é que... Interrogações e mais interrogações. Na verdade, simbolicamente e historicamente terá tudo! Mas o "correr da pena" revelará a tão intrincada história, cheia de certezas, factos e também muitas suposições.

Camellia Japonica, também conhecida no norte de Portugal como "japoneira", possivelmente por ter sido trazida do Japão. No entanto, segundo alguns especialistas, é originária da China e terá sido levada para o Japão por marinheiros chineses. É descrita pela primeira vez em 1735 pelo botânico sueco Karl Von Linné que lhe deu o nome Camellia em homenagem ao também botânico e padre jesuíta Joseph Kamel, que provavelmente nunca a terá visto.
Falemos primeiro, não da senhora da liteira, mas da Senhora dos jardins das Terras de Basto, a CAMÉLIA!

Do oriente veio esta exótica planta, tão apreciada pelos chineses e japoneses, a C. Japonica como planta ornamental e a C. Sinensis como a planta do chá. Segundo a tradição, no longínquo séc. XVI, muito antes de ser chamada "camélia" e ser conhecida como "tsubaki", palavra japonesa para designar "árvore das folhas luzidias", chegou à Europa, mais concretamente a Portugal, pelas mãos dos portugueses que também se terão encantado por ela e a terão trazido do Japão. Rivalidades à parte sobre para que terra portuguesa teria vindo primeiro, há duas hipóteses, ou para Vila Nova de Gaia, para a Casa do Conde de Campo Belo, ou para Celorico de Basto, para a Casa da Cruz de Cima, vinda pelas mãos de Fernão Carvalho da Cunha Coutinho. E com o decorrer dos séculos, tornou-se Senhora e Rainha dos "Jardins de Basto", largamente apreciada no séc. XIX e difundida também pelas mãos das irmãs Ferreira Pinto Basto, criadoras de tão excelsos jardins. 

José de Seixas Magalhães, gravura de 1890.
In Revista Illustrada, nº 590, 1890, Rio de Janeiro, Brasil.
E terá sido também no séc. XIX que se espalhou por vários cantos do mundo, incluindo o Brasil. Terá chegado a estas terras por alturas do "Grito do Ipiranga", sem nenhuma relação possível, é claro! E muitos anos depois, continuando a ser uma raridade, começou a ser cultivada no Rio de Janeiro. Por quem? Por um português... Tinha de ser! Seria ele oriundo das Terras de Basto? De Celorico de Basto, a "terra das camélias"? Talvez sim ou talvez não. Do norte de Portugal seria certamente, minhoto talvez e das memórias de infância lembrar-se-ia de tão requintada flor, branca, rosa, vermelha... Que assume tantas formas e tal como a pele alva e delicada de uma dama não podia apanhar demasiado sol! Só podia ficar na memória!

O português chamava-se José de Seixas Magalhães, nascido a 13 de março de 1830, num local que permanece um mistério. Partiu em 1844, com 14 anos, como era habitual na época em busca de uma vida melhor, para o longínquo Brasil, para a "cidade maravilhosa" do Rio de Janeiro.

Anúncio da Fábrica de Malas do Seixas. Era uma fábrica muito
moderna e conceituada na época, tendo recebido diversos
prémios, nomeadamente nas Exposições Mundiais de
Viena (1873), Paris (1889), Chicago (1893) e
Rio de Janeiro (1922).
In O Besouro, 31 de janeiro de 1878, Rio de Janeiro, Brasil.
Como tantos outros ingressou na "vida comercial" e depressa ascendeu economicamente fundando a primeira fábrica de malas do império do Brasil, movida com uma inovadora máquina a vapor. Em 1860 já há notícias da fábrica estar estabelecida na Rua do Sabão, que mais tarde muda para a Rua General Câmara e depois, em 1873, para Rua de Gonçalves Dias, nº 64.

Em 1878, o rico Seixas, que também ficou conhecido como o "Seixas das Malas", resolveu investir parte do seu dinheiro nuns terrenos que haviam pertencido ao francês Charles Leblon, também ele imigrante, que havia ficado rico com a pesca da baleia, cujo óleo era usado na construção civil e na iluminação pública da cidade do Rio de Janeiro. Os terrenos eram nada mais que o hoje muito conhecido e "chic" bairro do Leblon. O Seixas comprou uma chácara de 270 hectares que iam desde o Alto Leblon até ao mar e à lagoa Rodrigo de Freitas. No alto do morro construiu a sua casa rodeada por frondoso mangueiral. Aqueles vastos terrenos já haviam sido palco de histórias tenebrosas, como a dos índios Tamoios, que lá moravam, aniquilados pela varíola a mando do governador António de Salema, em 1575, que mandou espalhar roupas infetadas para poder ficar com os terrenos livres para plantar cana-de-açúcar.
Vista atual do Leblon, no Rio de Janeiro. No local primitivo da casa
do Seixas existe hoje em dia o Clube Campestre da Guanabara.
Vista aérea, 2014, in Wikipédia.org.

E nada melhor para apagar as tristes memórias do lugar que plantar flores, muitas flores. Uma grande plantação de camélias! Teriam elas também sido importadas de Portugal? Das Terras de Basto, onde proliferavam? Talvez... Teria a moda e o gosto sido trazidos pelos muitos emigrantes portugueses, muitos da região de Basto, que por lá estavam e conviveriam com o Seixas? Talvez...

Cartaz de escravo fugido.
Rio de Janeiro, Laemmert, 1854.
Mas a sua chácara teve também outros propósitos... Albergar ESCRAVOS fugidos!

Naquele tempo, o terrível fenómeno da escravatura manchava a moderna, próspera e cosmopolita sociedade brasileira assombrada pelos interesses escravocratas dos senhores e grandes fazendeiros.

Já desde o tempo do regente padre Diogo Feijó se tinha dado um importante passo para abolir a escravatura com a lei de 7 de novembro de 1831, declarando que todos os escravos importados dali em diante eram livres. Mas a lei infelizmente nunca foi cumprida...

Augusto Gomes Leal e sua ama escrava Mónica.
Carte de visite de João Ferreira Vilela, Recife, c. 1860.
Acervo Fundação Joaquim Nabuco.
As tentativas de pôr termo ao flagelo continuaram, devido às pressões hipócritas dos ingleses, que alegando ser uma "prática desumana", na verdade apenas tinham interesses comerciais e económicos para proibir a mão de obra escrava. E assim surgiu a Lei Eusébio de Queirós, a 4 de setembro de 1850, que proibiu o tráfico de escravos, despoletada pela lei inglesa Bill Aberdeen que permitia que os barcos ingleses confiscassem os navios negreiros.

Mais tarde veio a Lei do Ventre Livre, a 28 de setembro de 1871, determinando que todos os filhos de escravos que nascessem a partir daquela data eram livres, ou ficariam com as mães até aos 8 anos de idade, altura em que o senhor poderia optar, entregar ao Estado, recebendo uma indemnização, ou ficar com a criança até à maioridade, tendo esta que trabalhar para ele, naturalmente! A caminhada para a abolição continuou com a Lei dos Sexagenários, a 28 de setembro de 1885, determinando livres todos os escravos com mais de 60 anos.
Escravos na Fazenda Quititi, em Jacarepaguá,  Rio de Janeiro, 1865.
Fotografia de Georges Leuzinger, Acervo Instituto Moreira Salles.
"Lá na úmida senzala, sentado na estreita sala, junto ao braseiro, no chão, entoa o escravo o seu canto, e ao cantar correm-lhe em pranto, saudades do seu torrão (...) Minha terra é la bem longe, das bandas de onde o sol vem; esta terra é mais bonita, mas à outra eu quero bem!". Excerto de "A canção do africano", Castro Alves, 1863.

Mas voltemos ao Seixas... Os muitos anos no Brasil, aliás também ele já era brasileiro com a naturalização feita em 1875, tinham-lhe trazido uma enorme credibilidade e notoriedade, em grande parte devido às suas amizades influentes, a maioria abolicionistas, como Joaquim Nabuco, Rui Barbosa, José do Patrocínio e João Clapp, e possivelmente também devido às suas ligações à Maçonaria. E claro, o Seixas era absolutamente contra a escravatura! Em 1869 já há notícias do seu envolvimento na fuga de uma jovem escrava baiana, de 13 anos, chamada Alexandrina. E nada melhor do que a sua nova chácara do Leblon, na época relativamente isolada e na periferia da cidade, para esconder quem fugia das grilhetas e da chibata. O Seixas arranjou para esconderijo uma caverna que existia no alto do morro, com um intrincado sistema de passagens ocultas e escondida pela frondosa vegetação. E assim nasceu um quilombo, um esconderijo de escravos fugidos, que ficou conhecido como o Quilombo do Leblon.

Gravura de Ângelo Agostini, abolicionista convicto, diretor
e fundador da Revista Illustrada.
E o que é que ele se lembrou para "matar o tempo" dos escravos que escondia? Pediu-lhes para tratarem da sua delicada plantação de camélias! E as camélias dos escravos ficaram famosas! Na verdade, este quilombo não era muito secreto! Todos sabiam o que lá se passava e nem a polícia lá entrava. Estava protegido! Não por muros ou grades mas pela influência de políticos, notáveis da sociedade e pela família imperial.

Isabel, Princesa do Brasil, s/d.
Retrato da autoria do cabeceirense Joaquim Insley Pacheco.
In Brasiliana Fotográfica.
Um caricato episódio ficou famoso, não estivesse ele ligado à estrondosa festa dos 57 anos do Seixas, onde escravos e abolicionistas festejaram à grande na chácara do Leblon! No final da festa, os convidados, em alegre comitiva, cantando e dançando, dando altas vivas aos escravos fugidos, desceram o morro até à Gávea, ao antigo Largo das Três Vendas, hoje Praça Santos Dumont, para apanharem o transporte público "caminho de ferro americano", antepassado do elétrico, por lá chamado de "bondinho puxado a burro". O escândalo foi tal, que o Barão de Cotegipe pediu ao imperador D. Pedro II para permitir que a polícia invadisse o "desavergonhado" quilombo das camélias. Mas o imperador perguntou: - "A que horas foi isso?" - "Meia noite, Magestade.", respondeu o barão. E logo o imperador colocou um ponto final no assunto dizendo: - "Tão tarde, tão tarde assim, ninguém ouviu!".

Mas a grande protagonista na defesa da abolição da escravatura foi a herdeira do trono, a princesa Isabel.

Também ela tinha um quilombo! O Palácio Imperial de Petrópolis. Segundo relatos do abolicionista André Rebouças, no dia 4 de maio de 1888 almoçavam no palácio imperial 14 escravos fugidos das fazendas vizinhas. Era uma princesa de fortes convicções! E claro que sabia também da história do Seixas! Na verdade protegeu-o também.

O Seixas enviava camélias para o Paço Isabel, frequentemente entre maio e agosto, altura da sua floração no Brasil. Com elas a princesa Isabel enfeitava o seu gabinete e capela particular. Chegou até a aparecer em público com o vestido enfeitado com as "escandalosas" camélias do Seixas. Toda a gente sabia que era um sinal abolicionista! E assim as camélias dos escravos viraram um código, um símbolo. Quem usasse na lapela uma camélia só podia ser a favor da abolição da escravatura. Quem plantasse no seu jardim uma camélia, só podia ser uma casa de um defensor de tão controversa ideia! Célebres eram também as "batalhas de flores" da princesa, uma espécie de passeata onde ela, o marido e os filhos desfilavam numa carruagem com tocadores de bombos a pedirem dinheiro para comprar cartas de alforria para escravos. Haja coragem e determinação!

A intenção dos defensores da escravatura era verem-se livres de vez do Seixas.
Deportá-lo para Portugal só podia ser o desejo e a solução para acabar com o
"desavergonhado" Quilombo do Leblon.
In Revista Illustrada nº 496, ano 13, 1888, Rio de Janeiro, Brasil.
Mas os escravocratas não facilitavam! O Seixas diversas vezes foi processado pelos donos dos escravos que ele albergava, mas os processos nunca davam em nada. A ameaça ao boicote das suas malas fez até que ele publicasse a 17 de maio de 1884 um anúncio a oferecer "ao preço da chuva" as suas malas. Estava tudo em saldo! "É uma verdadeira queima! E que malas! É cada malão."

A Lei Áurea que decretou a extinção da
escravatura no Brasil, a 13 de maio de 1888.
No dia da assinatura da Lei Áurea, o filho do
abolicionista João Clapp entrega à princesa
Isabel um ramo de camélias em nome dos escravos
do Quilombo do Leblon.
In Revista Illustrada nº 496, Ano 13, 1888,
Rio de Janeiro, Brasil.
Após uma longa caminhada e resistência, os interesses dos grandes fazendeiros apologistas da mão de obra escrava caíram por terra. A escravatura é definitivamente abolida no território do império do Brasil! É com uma pena de ouro, oferta de muitos abolicionistas, incluindo o Seixas, que a princesa Isabel, na altura regente do império, assina a Lei Áurea, a 13 de maio de 1888, libertando da escravidão mais de milhão e meio de pessoas. O Brasil foi aliás o país que mais recebeu escravos vindos de África, já desde o tempo que era colónia. O tráfico era uma atividade bastante lucrativa, para a qual Portugal também contribuiu, e muito, usando os seus territórios africanos como fonte inesgotável de pessoas.
Gravura de Ângelo Agostini alusiva ao 2º aniversário da abolição da escravatura,
representando uma alegoria à Capital Federal que atira camélias aos
promotores do evento. No canto superior direito, os abolicionistas
João Clapp e José de Seixas Magalhães.
In Revista Illustrada, nº 590, 1890, Rio de Janeiro, Brasil.

Naquele memorável dia, as camélias foram rainhas! Ramos destas delicadas flores foram oferecidos, como sinal de agradecimento, à princesa Isabel, incluindo o Seixas que a presenteou com as camélias do Leblon.

Isabel, a "Princesa das Camélias" jamais esqueceu o significado da árvore de folhas luzidias e mandou plantar no Palácio Imperial de Petrópolis tantas, tantas, tantas... Que a moda pegou! Petrópolis, a Sintra brasileira, ficou conhecida na altura como a "cidade das camélias".

Finda a escravatura, acabaram também os quilombos. Que destino dar aos 270 hectares de terra do Leblon? O Seixas, cada vez mais próspero economicamente, resolve construir um enorme hipódromo. O projeto ficaria conhecido como o "Prado do Leblon". Grandiosa festa foi dada na sua chácara sob a sombra das suas camélias para anunciar o grandioso projeto. E não ficou por aqui... Constituiu uma sociedade para urbanizar os seus terrenos da Gávea, a "Companhia Cidade da Gávea". Os seus negócios eram cada vez maiores e mais arriscados... Também ele foi fundador de um banco, juntamente com o amigo abolicionista João Clapp, o chamado "Banco do Povo" e dono, em sociedade, do jornal do Rio de Janeiro "Diário de Notícias".

Luíz da Fonseca Oliveira "Seixas".
Ingressa na fábrica de malas em 1875,
em 1888 é feito interessado,
em 1890 torna-se sócio e em
1895 único proprietário.
Regressou a Portugal, onde construiu
em Baião a sua "casa de brasileiro"
e no seu jardim plantou as simbólicas
camélias.
Fotografia gentilmente cedida
pela trineta Rita Mier.
E tal como Ícaro, tão alto subiu, que as suas "asas de cera" derreteram e caiu! Os grandes negócios, demasiado talvez, ou a má gestão empresarial levaram-no à ruína!

No dia 8 de maio de 1893 parte para Portugal no vapor Loanda, alegadamente a saúde debilitada levou-o a viajar para a Europa. Escreve de Braga, em 1894, para o seu grande amigo abolicionista Rui Barbosa, dando a morada do Campo de Santana nº 168, atual Avenida Central e "sala de visitas" da cidade dos Arcebispos.

A sua fábrica de malas, agora chamada de Fonseca Seixas & Ca. ficou entregue ao seu sócio também português, Luíz da Fonseca Oliveira "Seixas", que se tornou único dono em 1895. Este seu grande amigo, também abolicionista, que entrou como simples empregado na fábrica quis adotar o seu apelido, dando continuidade ao prestígio do nome.

Mas o fim do Seixas chegou e no limiar do séc. XX morreu em Portugal! E as suas camélias morreram com ele... Deixou todas as propriedades hipotecadas a Fortunato de Araújo Costa. Sem nunca ter casado nem ter tido filhos para herdar, e sem deixar testamento, todos os seus bens vão a leilão para pagar as muitas dívidas que deixou.

Triste fim este... Sem quase nada morreu o homem que arriscou a vida para esconder quem fugia, para os esconder do "TINIR DE FERROS" e do "ESTALAR DE AÇOITE". E fez dos escravos "jardineiros" das suas camélias que se tornaram o símbolo maior da liberdade. Quebraram-se os negros ferros! Quebrou-se o negro cativeiro! E a CAMÉLIA, a branca camélia, Rainha também nas Terras de Basto continuou todos os anos a florir... Delicada recordação de tão grosseira e triste condição.
Ex-escravos colocam ramos de camélias no retrato da Redentora, a princesa Isabel.
Capa da Revista Illustrada, nº 507, Ano 13, 1888, Rio de Janeiro, Brasil.
(De notar que a correspondência desta revista era mandada para o endereço da fábrica de malas do Seixas)

"(...) Tinir de ferros... Estalar de açoite... Legiões de homens negros como a noite, Horrendos a dançar...
Negras mulheres, suspendendo às tetas, Magras crianças, cujas bocas pretas, Rega o sangue das mães:
Outras moças, mas nuas e espantadas, No turbilhão de espectros arrastadas, Em ânsia e mágoa vãs!"

Excerto de "O Navio Negreiro", Castro Alves, São Paulo, 1868.

video
Visão horrífica do tráfico de escravos no séc. XIX para as Américas.
Excerto do filme "Amistad" de Steven Spielberg, 1997.

Agradecimentos especiais:
Ao historiador Eduardo Silva, da Fundação Casa Rui Barbosa e autor do livro "As Camélias do Leblon e a Abolição da Escravatura";
A Rita Mier, trineta de Luíz da Fonseca Oliveira "Seixas".